quarta-feira, 15 de maio de 2013

Vida



Para além do corpo,
colorindo criança no chão poesia.
Canção...A voz de sempre,perdida em lugares não 
visitados, ganha forma,propõem espaços,preenche lugares  
e encerra pela melodia inquieta de sua fragilidade os 
corações daqueles que sem escolha simplesmente ouvem.
E ouvem,como os que revivem pelo compartilhar 
cotidiano sensível, as infinitas nuances do sentir...
Sentir forma, cor ,som ,imagem ,gesto ,toque...
Além das possibilidades do ser e contraditoriamente 
voltando a ser pela comoção do pulsar vida.
O tecer silencioso e particular faz uma pirueta
 e segue caoticamente o cotidiano 
que incessantemente se faz novo.


terça-feira, 23 de abril de 2013

Outro







Diante do inexplicável e da perplexidade do abismo simbólico que os distância, resta a inquietude  em entender e se debruçar cotidianamente no que resta do nada...O jardim secreto das memórias, dos cheiros e dos significados...Visitá-lo na quietude de pensamentos vãos, revive-lo com o zelo dos que sentem , reinterpreta-lo com a persistência dos que buscam e modifica-lo com a vivacidade dos que creem...Noutra instância,resta a lacuna vazia das estorias sem começo, o desritmado encontro sem desencontro, a premissa de não ser vida, encerrada pelo instante sensível e não partilhado do anoitecer....Na correria de ser outro...Na correria de ser outro começo, outro recomeço,outra estória...

sábado, 26 de janeiro de 2013

Temporal


Entender-se personagem no eterno vir a ser do eu,mesclado ao nos.

Sentimento maior,

imperativo na escolha de ser vivido, na escolha de ser outro, pelo

enquanto de ser eterno.

Entrego a ti a possibilidade de ser

caminho, a força de ser vida e a possibilidade de ser reencontro.

Nos descaminhos da incompreensão me acho na morada do infinito.

E do alto das certezas incertas a fé no nascer de cada

minuto.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Presente

Pelo espaço, a memoria nos carrega para o tempo da 
escolha sem escolha, para onde fui eu,perdido em mim,potência 
de ser outro,felicidade de não ser
 eterno...Ao longe, o
futuro do presente fazia uma curva,esboçava suas
possibilidades, nas expectativas vãs de não poder recomeçar.Mas
o mar da vida,ainda anunciava a canção dos tempos de menina,
submerso pelas estradas do nós. Gente.Gente que motiva a
andar, na corrida sem rumo de sempre.No dia a dia.Gente que
te faz outro, que te sustenta na loucura da margem
inconsciente do eu.Para alem das instituições, gente.Pessoas
que passam, que ficam, que voltam, que vivem e convivem na
eternidade da narrativa plural sem sentido mas repleta de
emoção.Gente que segura sua mão e vai junto pelos descaminhos
do caos.Num caleidoscópio de descobertas,ouvíamos a voz de uma
casa a procura de seu lar.E a estrada do desvio,atinge hoje
sua maioridade e vê sua trajetória cumprida pelas ruas
estreitas e órfãs de lojas de disco e cinemas das tardes
intermináveis da Tijuca e Maracanã...Onde tudo começou, tudo
termina.Pela intensa força atemporal,o hoje redesenha seu rosto nas esculturas do agora.E pela poesia da consciência a fé na certeza de outro amanhecer.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Solar

Para além das instituições, a falência múltipla das construções, erguida num nós externos ao eu e a você. A passagem de tempo pede passagem e sem rumo vai a qualquer lugar onde o outro não possa estar. Ao encontro, um desencontro de palavras sem vida, no engarrafamento diário de fonemas sem voz.
Peço perdão por estar aqui, e estando, imploro pelo ar que por enquanto ainda se é compartilhado. Lá fora, a vida em estado bruto, desenha no vento a descrença na canção. Vínculos esfarelam-se despercebidos por entre as casas que insistem em permanecerem intactas. Utopia que te faz homem, por onde anda as mãos que não se tocam, os dias que não nascem e narrativa de seus passos de menino. Diluiu-se fora de ti, perdeu-se fora de nós. Encerra.Encerra sua visão distorcida de sempre.Encara.Encara a realidade como outro lugar. Pelo hoje que te faz voz, pelo corpo que te faz vida, solta sua dança pelos silêncios e  sem medo entenda que o caminho é o espaço.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Agora






Na ousadia de perceber-se um
A vida nos convida a entrega
Sem olhar pra trás
Sem olhar pra frente


A perversidade da escolha 
é imperceptível 
Aos que não vêem
e passamos desapercebidos
em nosso espetáculo particular
De luzes e sombras.


Sua dádiva, o Sentir
Em sua grandeza sem conceito
Pulsar criança no lúdico 
Do sorrir sem medo
Estar aqui,chão inteiro
Coragem de se ver frágil
Certeza de se constituir forte
Na membrana invisível do ser
Um na multidão


Todos riem ,todos choram
A vida passa, 
E ao passar pra vida
o presente nos preenche
com o estado de infinito
passado e futuro dançam sem peso
na imagem atemporal do agora.

sábado, 30 de junho de 2012

Fio

Na construção de ser imagem,a escolha se traduz em condição e o caminho se dissipa por lugares nunca visitados. Ousaremos ir além das engrenagens distorcidas da existência comum? Pela fragilidade da manhã que nasce, sendo voz,a linguagem se espreguiça. No horizonte sem contorno, tenta uma pirueta e no trapezio da vida poesia e silêncio dialogam no ar. Entendendo-se tempo,ultrapassam a matéria do hoje e pela utopia da vontade preenchem o vazio, invisível para os que não sentem.