sábado, 11 de novembro de 2017
Na verdade a inquietude se tornara o norte de sua condição Já não o lembra quando se respirava tranquilo na certeza de uma plenitude que atravessará horizontes e erguia pontes de conexão com o infinito.Era plena com seu cotidiano de milagres.Era plena com suas pequenas conquistas.Era plena nas galaxias que inventava e transpusera na tentativa impulsiva de tocar as estrelas.Era ar e agua na medida desmedida do calor que evapora em cores e sons na atmosfera simbólica meio.Era vida na tentativa equivocada e insistente de vibrar corpos.Era voz que busca o som do silêncio. Mas era acima de tudo inquietação.
domingo, 1 de outubro de 2017
No caminho para o horizonte largo do sentir,o encantamento suspira cansado.Os olhos desaprendem dia a dia a ver através das águas que turvam frente ao peso do real.O corpo embrutece no recuo do toque para alem da pele e pulsa vida em seu sub-estado de existência.
Desaprendemos a viver?Ou nunca ousamos inventar instantes?
As micropartículas fragmentadas do tempo seguem linear em sua trajetória estreita do céu de Galileu.Mal sabem elas que são galaxias adormecidas na não criação.Fluxos de vida estagnados no leito do não.Confluências de sons na melodia do silencio.Corpos poéticos na moldura da imobilidade
Não ocupamos as potências das horas, nem tocamos as infinitas camadas do tempo.Em sua textura de vida, esse se ergue cotidianamente em sua aquarela de possibilidades inatingíveis.
Seguimos copistas no modo life e distópicos na criação de uma estética de vida.Estruturamos rigidamente padrões incapazes de atender a representação do que poderíamos ter sido.E nos alegramos com que achamos que os outros pensam que somos.E somos vertigem de uma projeção equivocada.
Na miséria possível ,corremos atras das bugigangas que nos desviam da conexão, eixo de si perdido em barulhos sem som, encontro do nós ofuscado pela aridez do caminho.Seguimos sozinhos.
Até quando?
Não ocupamos as potências das horas, nem tocamos as infinitas camadas do tempo.Em sua textura de vida, esse se ergue cotidianamente em sua aquarela de possibilidades inatingíveis.
Seguimos copistas no modo life e distópicos na criação de uma estética de vida.Estruturamos rigidamente padrões incapazes de atender a representação do que poderíamos ter sido.E nos alegramos com que achamos que os outros pensam que somos.E somos vertigem de uma projeção equivocada.
Na miséria possível ,corremos atras das bugigangas que nos desviam da conexão, eixo de si perdido em barulhos sem som, encontro do nós ofuscado pela aridez do caminho.Seguimos sozinhos.
Até quando?
terça-feira, 5 de setembro de 2017
Pq sabemos que na verdade, a entrega nunca será uma escolha,
mas um abismo para a possibilidade de respirar outra vez.Outra vez enxergar o
horizonte farto de ilusões reais, a inquietação palpável das utopias, a
construção leve do caminhar em direção a si, a comunhão de não se sentir nunca mais
só, a vida em estado bruto tocando nossos corações.Coração feito de carne,
coração feito de alma, coração feito de poesia.
Pq sabemos que na verdade, a entrega nunca será uma escolha,
mas um abismo para a possibilidade de respirar outra vez.Outra vez enxergar o
horizonte farto de ilusões reais, a inquietação palpável das utopias, a
construção leve do caminhar em direção a si, a comunhão de não se sentir nunca mais
só, a vida em estado bruto tocando nossos corações.Coração feito de carne,
coração feito de alma, coração feito de poesia.
sábado, 19 de agosto de 2017
Caleidoscopio
Pq aqui nada é superfície. Aqui ha vales e ondulações que levam ao tempo do sentir. Aqui há caminhos em construção nas trilhas de nuvens da memória. Silêncio na escuta do pulsar palavras que adormecem no leito do medo. Afeto que precede ao finito. Corpo para além das orientações de dia e noite. Não há rotações,nem medidas. Não ha espaço nomeado no controle vão de saber. Pq não se sabe.Não se sabe medida exata do tempo no horizonte do sentimento. Pelas águas escorre a vida na imensidão de ousar ser potência que ocupa ruas, transborda rios e preenche lugares reinventados no momento de não ser.Ainda não se é na continuidade da margem do eu.Mas sempre se foi no instante do nós.
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
Pq é preciso rasgar o coração, uma duas,três...infinitas vezes.É preciso tocar o cháo do infinito, alongando o corpo que sente frio, calor e toca o céu na tentativa de voltar ao centro de si.Pq somos meio, na eterna tensão de reinventar-se contato que escorre com tudo que consome.Vida que flui no tempo, que anda por lugares escuros e dias ensolarados.Tempo que percorre a trilha do espaço dos sentidos, no sentir outro e o mesmo na travessia silenciosa de dizer: fim.Alem daqui, outros espaços nascem, outras estrelas surgem, o céu desenha uma canção e a vida pulsa.
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