quarta-feira, 21 de março de 2018

Venus em escorpião
No movimentar das águas profundas, na imensidão do mergulhar nós, na fusão de almas, no encontro de corpos, na morte cotidiana,na reinvenção do amanhecer de todos os dias, na dor da consciência, na voz sem som, no silêncio compartilhado, no entŕe sem espaço para ruídos, na fluidez que ultrapassa o tempo, na  força que irrompe muros, na vida que te quero fogo, na palavra que penetra sentidos, na intensidade que ultrapassa entrega.Nao, nao há entrega, há pulsão na verdade de existir potência.Ha mergulho nos mundos de outrora, há presença no infinito sem origem, há instante eternizado nas águas doce do olhar.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Adaline

O tempo, senhor dos mistérios e das horas infinitas do intuir vida que nasce das frestas do silencio.Tempo que  caminha a passos largos na tentativa de fugir das horas que se eternizam na inexplicável canção de sempre. Tempo que brinca de se alongar na quietude do essencial e na turbulenta escrita das horas.Poesias, prosas, bulas de remédio, email, cartas , contos de outrora e fabulas.Historias de muito longe e de todo o lugar, comunicação na busca do que desconhece .Fala na tentativa de se ver.Ver o outro que mergulha na superfície que insiste em resistir.Desconhece a paisagem que acolhe com faíscas de sol de outono.Dorme o sono do tempo  na correria das horas vas.Preenchida de números, letras, hieróglifos , idas e vindas sem legendas , numa aqualera de cinza de nuvens de algodão.Passa desapercebido o tempo do despertar, acordar o.mundo nos segundos do equilíbrio esfuziante de se ver eternamente presente.Presente no momento de chegada, preso no entre que nunca irá passar.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

E hj ao conversar com duas amigas , eis que a inspiração veio....

Para que servem os amigos? Começaria está resposta questionando a própria pergunta.Amigos nao servem,amigos coexistem, convivem, encontram e reencontram e reencontram qts vezes forem preciso.Entram pra existência do afeto despretensiosamente e quando vimos ja fomos fisgado pelo laço que não nos prendem, mas que nos impulsiona para ir alem.Alem da nossa visão, no horizonte compartilhado do olhar do outro.A construção de uma amizade é  sempre leve, amizade que é amizade não tem receita, investimento ou coaching de sucesso pra sobreviver.É encontro, essência na mesma vibração,resposta a sua oração,casa, colo, cheiro de  mãe,proteção. Mas tb é rua, loucura,carnaval e rebeldia.E madrugada perdida, choro compartilhado, escolha dividida.  Amizade é verdade do estar.E acima de td o privilégio de nos reencontrar.Dos eus perdidos pelo tempo na resistência de vir a ser outros e outros e outros.O amigo é  o portal que te conecta ao passado de um eu que sobrevive pela relação.E te surpreende ao te reencontrar pela generosidade de ganhar vida no palco privilegiado do nós. Entre nós, existe um mundo atemporal de pulsão.Amigo não precisa ser presente, perfeito ou exclusivo.Desintitucionalizada por excelência a amizade é libertaria em sua essência de amor em seu estado de expansão .Amigo precisa apenas ser.E sejamos juntos, sempre.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Viva! A VIDA é uma festa!
Impossível falar de vida sem falar de tempo.Impossível falar de tempo sem falar de finitude.impossivel falar de finitude sem recorrer a mitologia de Cronos.Cronos,Saturno, Deus do tempo e da agricultura.E o que seria a agricultura se primeiramente o lugar delimitado a um espaço de produção e trabalho.A expansão nômade dava lugar a produção da subsistência fixa.Durante muito tempo,lutei contra o limite.Confesso q a expansão sempre me soava mais atraente.Mas do alto de quase quarenta anos ,percebo q limitar pode ser um aliado prévio a expandir, não na imensidão do todo , mas no contorno do esboço do eu. A consciência do limite da vida nos impulsiona a vive lá intensamente, ou deveria, a perseguir a verdade visto o limite do corpo, do tempo e das oportunidades. TUDO passa, implacavelmente Cronos devorou seus filhos numa tentativa de manter se no poder.Mas curiosamente gerou aqueles que os destronaria O tempo nos convida a entrar em contato com as mortes,com os mares profundos da psique e com as possibilidades estendidas do mundo.Pelas brechas da engrenagem do tempo conformamos a crueldade da finitude e transpomos a vida, que se desdobra em mais vida num inacabável memorial de afeto .Somos o tempo, mas somos seus filhos também.E sem sombra de dúvida não precisamos ser devorados.E exatamente isso que trata Coco, a vida é uma festa.Pela iniciativa expansiva de Miguel, ele ousa olhar o mundo além das paredes de sua familia,lar feito de memórias , de contato constante com os mortos,numa repeticao da tradição,sem a vida autêntica necessaria a transforma la numa identidade pertencente a todos, num caminhar saudavel de reinvenção de si e a td que os constitui.Todos precisavam caminhar, Miguel deu o primeiro passo.. Miguel com a flecha do centauro ousa ir para o mundo e para outros mundos explorar sua escolha e encontrar seu eu.Mas curiosamente seu eu não era constituído só, como num emaranhado de existências que se entrelaçam em encontros de sangue, ele não estava sozinho. Ele era toda a ancestralidade que o constituía. Ele era o presente,era o passado e o agente de transformação de um futuro q junto com ele tinha toda uma história submersa nos mares revoltos da vida e da morte.Era consciência e inconsciência construindo seu caminho plural limitado pelo tempo e expandido pela ousadia de ir além do agora imutável.Era o nos transcendendo o tempo era o reencontro da existência dos inumeros prévios de mim no mundo do eu.A linguagem para além das palavras , a musica, só ela nas ondas da comunicabilidade deu asas a escuta do coração.E como que num momento mágico,os filhos de Cronos novamente cumprem seus destinos, juntos.O fim tem brechas que só o tempo pode gerar.E a vida, essa sempre será uma festa!

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

O amor é a potência da vida.
Sua força rompe muros e irrompe medos.
Cura doenças,regenera o que nunca se foi.
Constroí galaxias,preenche o infinito.
Cria vidas,ultrapassa o fim.

O amor é verdade.
O amor é força expansiva,
Por ora aprisionado em palavras,
movimentos,imagens e tempo. 
O amor flui pelos sentidos.
Mas o amor vai além.
Ele não tem origem nem fim.
E principalmente não tem classificação.
O amor é subversivo em sua natureza selvagem.
Nunca será domesticado,limitado,censurado ou quiça escondido.

Dádiva, nunca maldição.
Amor é amor e pronto.
Sua condição é a não condição.
Amor é pré verbo.
Amor é o eu e o você.
O nós sem distinção.
O irmão criado na escolha,
a memoria que vivifica, 
a espera do encontro, 
o silencio do que sente, 
a alma do que vive, 
o milagre do que vê.
Amor é tudo que precisamos.
Sempre.

sábado, 11 de novembro de 2017

Na verdade a inquietude se tornara o norte de sua condição Já não o lembra quando se respirava tranquilo na certeza de uma plenitude que atravessará horizontes e erguia pontes de conexão com o infinito.Era plena com seu cotidiano de milagres.Era plena com suas pequenas conquistas.Era plena nas galaxias que inventava e transpusera na tentativa impulsiva de tocar as estrelas.Era ar e agua na medida desmedida do calor que evapora em cores e sons na atmosfera simbólica meio.Era vida na tentativa equivocada e insistente de vibrar corpos.Era voz que busca o som do silêncio. Mas era acima de tudo inquietação.

domingo, 1 de outubro de 2017

No caminho para o horizonte largo do sentir,o encantamento suspira cansado.Os olhos desaprendem dia a dia a ver através das águas que turvam frente ao peso do real.O corpo embrutece no recuo do toque para alem da pele e pulsa vida em seu sub-estado de existência.
Desaprendemos a viver?Ou nunca ousamos inventar instantes?
As micropartículas fragmentadas do tempo seguem linear em sua trajetória estreita do céu de Galileu.Mal sabem elas que são galaxias adormecidas na não criação.Fluxos de vida estagnados no leito do não.Confluências de sons na melodia do silencio.Corpos poéticos na moldura da imobilidade
Não ocupamos as potências das horas, nem tocamos as infinitas camadas do tempo.Em sua textura de vida, esse se ergue cotidianamente em sua aquarela de possibilidades inatingíveis.
Seguimos copistas no modo life e distópicos na criação de uma estética de vida.Estruturamos rigidamente padrões incapazes de atender a representação do que poderíamos ter sido.E nos alegramos com que achamos que os outros pensam que somos.E somos vertigem de uma projeção equivocada.
Na miséria possível ,corremos atras das bugigangas que nos desviam da conexão, eixo de si perdido em barulhos sem som, encontro do nós ofuscado pela aridez do caminho.Seguimos sozinhos.
Até quando?