sexta-feira, 15 de abril de 2011

POESIA


A NARRATIVA DA LIBERDADE
A CONSCIENCIA DA PROPRIA VOZ
ENTENDER-SE MEIO E NAO FIM
CONSTRUÇÃO DE CADA ESPACO
DO REAL,IMAGINARIO DE SI

SUOR, MOVIMENTO E PALAVRA
DANCADA,CANTADA E ESCRITA
PALAVRA FEIA
PALAVRA BONITA
CONFLITO NA EMINENCIA DO FALAR
CALAR E CONTINUAR
NA INTIMIDADE DO SILENCIO
BRINCAR

quinta-feira, 10 de março de 2011






A ruptura do que nao se constituiu
O gosto sem gosto do que não se foi
A pespectiva pela otica do conhecido
Desconhecido em seu peso arido
E voz extridente

A esperanca virou a curva
E ja e tempo de despertar

Sem esperar
Sem sentir
Sem entender

Arriscando-se novo de novo
Na poeira do tempo.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Fabrica de sonhos


Fechem as cortinas da vida comum, privada na sua singela e impar capacidade de frutificar o amanhecer
criativo de um pensamento diferente.O sol se põe na esquina de nossa passividade e a inação frente aos
dias seguem no controle da realidade que projetamos alegremente para a lente do próximo.

Tão distante de si e de suas capacidades que se desconhece, feliz em sua trajetória espetacular.Livre em
sua pequenez utilitária, rico nas lacunas que incansavelmente insiste em não preencher, com
possibilidades perdidas e ignoradas no tecer do dia.

Porque ousar ser assim, tão pequeno e frágil na sua grandeza ornamentaria.Atrevidamente arcaico em seus
pensamentos, isolados na sua difícil capacidade de ver, enxergando somente a aridez da realidade que te
afronta na árdua tarefa de conviver.

E o verbo se traduz medo de sua própria narrativa, perdida, nas palavras que se fragmentam no
vento.Poeiras e suor se mesclam com sua dor de contemplar o enigma sem ao menos tentar vivenciá-lo, na
incontrolável dinâmica de seu chão, que some a medida que segue sem rumo.

Sem controle, a entrega nunca será uma escolha, mas um abismo para a possibilidade de respirar outra
vez.Percorrendo talvez por estradas que te levem ao intimo magma de sua matéria.Etéreo e leve em sua
verdade,simples em seu movimento só.

E pela mediação que hoje te aprisiona, sua voz deixe de silenciar a infinidade de sons que adormecem em ti.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Trem azul


Linguagem plural
Ruídos entre multidões
Palavras sem voz
Amontoado de letras
Sem sentido,sem mensagem

Entender-se único
E mediador
Dos mundos
Dentro e fora
de nós.

Descobrir-se
palavra,
movimento,
cor,
traço,
imagem,
som.

Alcançar a nota
mais alta,além mar
no universo revolto
do outro e da gente.

Pelos trilhos...
Trem azul de vivências.
Se sustenta a narrativa
na árida construção diária
até o nosso amanhecer.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Vida


É na permissão da renovação que reside nossa identidade, é na entrega a própria vida que atuamos em sintonia com nosso mais profundo eu.É na desconstrução diária, nas mãos vazias para tocar, no nada para preencher,na fragilidade para fortalecer... é entre o eu e o você que reside o essencial.Nos reinventamos a cada instante,e mesmo assim jamais estaremos pronto, a idéia de estar preparado para algo se encerra no movimento, e o resto é o tudo e o nada, mesclados na nossa intima
capacidade de crer.Enquanto as ondas passam e insistimos contemplar o horizonte, enxergando-o com os olhos de quem
 vê, podemos ser tachados de loucos.A perspectiva de se olhar alem das engrenagens fixas de nosso cotidiano,requer trabalho
diário e fé.Sozinhos ou acompanhados o exercício do ver é único e sua concretização depende de nossa capacidade de escolha.E o tempo da escolha,é o tempo de se ousar perder.É onde a dor ganha contorno na encruzilhada da vida e o sofrimento se dissipa face a nosso movimento.


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010


O pulsar sem fim do mediar

A existencia no tempo da descoberta
A existencia no tempo do movimento
A existencia no tempo da consciencia

Dos mundos em mim
Pela voz se traduz a escolha
E pelos silencios na multidão
As respostas ganham contorno
Nas estradas que percorro

Não ha vestigios
Só memorias vãs
na ausencia do palpavel

Efemero,
em seu tempo inconsciente
Eterno,
em sua profundidade atemporal.

domingo, 28 de novembro de 2010

Seguir

Despretensiosamente...
A leveza necessária pra seguir

Despindo-se das varias faces
Sustento da sobrevivência comum
E das bagagens que dificultam nosso caminhar.

Tempo,imaterial grandeza
Palpável nas memórias e vivências

Como sintonizar-se em seu ritmo imprevisível?
E contemplar sua beleza sem lógica?

Se entregando na vertical vida dos não porquês
E sentindo o pulsar do agora sem medo
Como um movimento com voz e melodia
No entardecer de nossas vidas.