Viva! A VIDA é uma festa!
Impossível falar de vida sem falar de tempo.Impossível falar de tempo sem falar de finitude.impossivel falar de finitude sem recorrer a mitologia de Cronos.Cronos,Saturno, Deus do tempo e da agricultura.E o que seria a agricultura se primeiramente o lugar delimitado a um espaço de produção e trabalho.A expansão nômade dava lugar a produção da subsistência fixa.Durante muito tempo,lutei contra o limite.Confesso q a expansão sempre me soava mais atraente.Mas do alto de quase quarenta anos ,percebo q limitar pode ser um aliado prévio a expandir, não na imensidão do todo , mas no contorno do esboço do eu. A consciência do limite da vida nos impulsiona a vive lá intensamente, ou deveria, a perseguir a verdade visto o limite do corpo, do tempo e das oportunidades. TUDO passa, implacavelmente Cronos devorou seus filhos numa tentativa de manter se no poder.Mas curiosamente gerou aqueles que os destronaria O tempo nos convida a entrar em contato com as mortes,com os mares profundos da psique e com as possibilidades estendidas do mundo.Pelas brechas da engrenagem do tempo conformamos a crueldade da finitude e transpomos a vida, que se desdobra em mais vida num inacabável memorial de afeto .Somos o tempo, mas somos seus filhos também.E sem sombra de dúvida não precisamos ser devorados.E exatamente isso que trata Coco, a vida é uma festa.Pela iniciativa expansiva de Miguel, ele ousa olhar o mundo além das paredes de sua familia,lar feito de memórias , de contato constante com os mortos,numa repeticao da tradição,sem a vida autêntica necessaria a transforma la numa identidade pertencente a todos, num caminhar saudavel de reinvenção de si e a td que os constitui.Todos precisavam caminhar, Miguel deu o primeiro passo.. Miguel com a flecha do centauro ousa ir para o mundo e para outros mundos explorar sua escolha e encontrar seu eu.Mas curiosamente seu eu não era constituído só, como num emaranhado de existências que se entrelaçam em encontros de sangue, ele não estava sozinho. Ele era toda a ancestralidade que o constituía. Ele era o presente,era o passado e o agente de transformação de um futuro q junto com ele tinha toda uma história submersa nos mares revoltos da vida e da morte.Era consciência e inconsciência construindo seu caminho plural limitado pelo tempo e expandido pela ousadia de ir além do agora imutável.Era o nos transcendendo o tempo era o reencontro da existência dos inumeros prévios de mim no mundo do eu.A linguagem para além das palavras , a musica, só ela nas ondas da comunicabilidade deu asas a escuta do coração.E como que num momento mágico,os filhos de Cronos novamente cumprem seus destinos, juntos.O fim tem brechas que só o tempo pode gerar.E a vida, essa sempre será uma festa!
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
O amor é a potência da vida.
Sua força rompe muros e irrompe medos.
Cura doenças,regenera o que nunca se foi.
Constroí galaxias,preenche o infinito.
Cria vidas,ultrapassa o fim.
O amor é verdade.
O amor é força expansiva,
Por ora aprisionado em palavras,
movimentos,imagens e tempo.
O amor flui pelos sentidos.
Mas o amor vai além.
Ele não tem origem nem fim.
E principalmente não tem classificação.
O amor é subversivo em sua natureza selvagem.
Nunca será domesticado,limitado,censurado ou quiça escondido.
Dádiva, nunca maldição.
Amor é amor e pronto.
Sua condição é a não condição.
Amor é pré verbo.
Amor é o eu e o você.
O nós sem distinção.
O irmão criado na escolha,
a memoria que vivifica,
a espera do encontro,
o silencio do que sente,
a alma do que vive,
o milagre do que vê.
Amor é tudo que precisamos.
Sempre.
Sua força rompe muros e irrompe medos.
Cura doenças,regenera o que nunca se foi.
Constroí galaxias,preenche o infinito.
Cria vidas,ultrapassa o fim.
O amor é verdade.
O amor é força expansiva,
Por ora aprisionado em palavras,
movimentos,imagens e tempo.
O amor flui pelos sentidos.
Mas o amor vai além.
Ele não tem origem nem fim.
E principalmente não tem classificação.
O amor é subversivo em sua natureza selvagem.
Nunca será domesticado,limitado,censurado ou quiça escondido.
Dádiva, nunca maldição.
Amor é amor e pronto.
Sua condição é a não condição.
Amor é pré verbo.
Amor é o eu e o você.
O nós sem distinção.
O irmão criado na escolha,
a memoria que vivifica,
a espera do encontro,
o silencio do que sente,
a alma do que vive,
o milagre do que vê.
Amor é tudo que precisamos.
Sempre.
sábado, 11 de novembro de 2017
Na verdade a inquietude se tornara o norte de sua condição Já não o lembra quando se respirava tranquilo na certeza de uma plenitude que atravessará horizontes e erguia pontes de conexão com o infinito.Era plena com seu cotidiano de milagres.Era plena com suas pequenas conquistas.Era plena nas galaxias que inventava e transpusera na tentativa impulsiva de tocar as estrelas.Era ar e agua na medida desmedida do calor que evapora em cores e sons na atmosfera simbólica meio.Era vida na tentativa equivocada e insistente de vibrar corpos.Era voz que busca o som do silêncio. Mas era acima de tudo inquietação.
domingo, 1 de outubro de 2017
No caminho para o horizonte largo do sentir,o encantamento suspira cansado.Os olhos desaprendem dia a dia a ver através das águas que turvam frente ao peso do real.O corpo embrutece no recuo do toque para alem da pele e pulsa vida em seu sub-estado de existência.
Desaprendemos a viver?Ou nunca ousamos inventar instantes?
As micropartículas fragmentadas do tempo seguem linear em sua trajetória estreita do céu de Galileu.Mal sabem elas que são galaxias adormecidas na não criação.Fluxos de vida estagnados no leito do não.Confluências de sons na melodia do silencio.Corpos poéticos na moldura da imobilidade
Não ocupamos as potências das horas, nem tocamos as infinitas camadas do tempo.Em sua textura de vida, esse se ergue cotidianamente em sua aquarela de possibilidades inatingíveis.
Seguimos copistas no modo life e distópicos na criação de uma estética de vida.Estruturamos rigidamente padrões incapazes de atender a representação do que poderíamos ter sido.E nos alegramos com que achamos que os outros pensam que somos.E somos vertigem de uma projeção equivocada.
Na miséria possível ,corremos atras das bugigangas que nos desviam da conexão, eixo de si perdido em barulhos sem som, encontro do nós ofuscado pela aridez do caminho.Seguimos sozinhos.
Até quando?
Não ocupamos as potências das horas, nem tocamos as infinitas camadas do tempo.Em sua textura de vida, esse se ergue cotidianamente em sua aquarela de possibilidades inatingíveis.
Seguimos copistas no modo life e distópicos na criação de uma estética de vida.Estruturamos rigidamente padrões incapazes de atender a representação do que poderíamos ter sido.E nos alegramos com que achamos que os outros pensam que somos.E somos vertigem de uma projeção equivocada.
Na miséria possível ,corremos atras das bugigangas que nos desviam da conexão, eixo de si perdido em barulhos sem som, encontro do nós ofuscado pela aridez do caminho.Seguimos sozinhos.
Até quando?
terça-feira, 5 de setembro de 2017
Pq sabemos que na verdade, a entrega nunca será uma escolha,
mas um abismo para a possibilidade de respirar outra vez.Outra vez enxergar o
horizonte farto de ilusões reais, a inquietação palpável das utopias, a
construção leve do caminhar em direção a si, a comunhão de não se sentir nunca mais
só, a vida em estado bruto tocando nossos corações.Coração feito de carne,
coração feito de alma, coração feito de poesia.
Pq sabemos que na verdade, a entrega nunca será uma escolha,
mas um abismo para a possibilidade de respirar outra vez.Outra vez enxergar o
horizonte farto de ilusões reais, a inquietação palpável das utopias, a
construção leve do caminhar em direção a si, a comunhão de não se sentir nunca mais
só, a vida em estado bruto tocando nossos corações.Coração feito de carne,
coração feito de alma, coração feito de poesia.
sábado, 19 de agosto de 2017
Caleidoscopio
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