sábado, 23 de agosto de 2014
Essencial
Um poeta disse uma vez para que amemos as perguntas, durante sua construção penso que o simples debruçar sobre determinado assunto já nos coloca imerso em um universo de respostas ainda adormecidas mas indiscutivelmente vivas...Difícil pensar no essencial quando somos atropelados por comandos e diretrizes desde que nascemos até o sempre. As perguntas nos transporta para uma dimensão do pensar e do criar em um espaço infinito de possibilidades que diariamente nos é apresentado e insistimos em não olhar. Amo as perguntas. Ousar questionar é ousar criticar o natural e o naturalizado, cristalizado em nosso cotidiano pelos vigiar constante dos olhares ávidos de nós e do mundo. Mas a engrenagem da vida ganha movimento no tecer das questões cotidianas e em sua prática no exercício do pensar e do viver. No reinventar diário das células e micropartículas de sonhos ofuscadas pelas luzes das cidades barulhentas. Somos potencia, somos vida, somos sonhos. Somos passado, presente e futuro na materialidade do real. Somos o eterno mediar , a membrana invisível entre nossos mares rasos e profundos e um mundo que se reinventa a medida que caminhemos. O encontro conosco ou com o externo é a dadiva de estarmos vivos. O poeta segue dizendo: A vida é a arte do encontro. E o essencial continua invisível aos olhos .
sábado, 9 de agosto de 2014
Somos voz além da palavra no infinito de sermos imensidão.
Dos mundos em nós, somos dança, rabisco, memória e escolhas.
Somos potencia, imagem , som e silencio.
Futuro do hoje, presente do agora.
Ritmo acelerado no cansaço do pensar palavra.
Somos a eterna distancia entre realidades descompassadas no amanhecer de sempre.
Sempre vontade.
Sempre busca.
Sempre encontro.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
hj enxergo a comunicação como algo essencial a existência...se não estabelecermos uma comunicação com o interno e o externo, acabamos com o movimento e caímos da bicicleta vida...mas o mais louco é que a sociedade não nos facilita a uma comunicação genuína ....a sensação que tenho é que gastamos muita energia para um grama de comunicação...falamos,falamos falamos e nunca chegamos na camada do essencial...acho que a vida cotidiana utilitarista a entende como recurso e não como premissa para estarmos vivos.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Cor
A verdade esta longe da sincronia dos apressados passos, rumo ao oprimido espaço compartilhado, na árdua tarefa de se locomover cotidianamente.Pelo movimento sem ação,pelo barulho sem voz e pela imagem sem cor, o sentido perde o sentido na aspereza de não ousar outra instancia mais viva.No horizonte do essencial perdido ao longe,o abismo do cíclico estar nada, traduz a existência preenchendo o vazio pelos flashes de memoria ram. Pelo olhar desatento do utilitarismo feliz, esboça uma despretensiosa curiosidade mórbida, ao sentir-se estado de coisa.Coisa presa ao nome, no limite da incapacidade de ousar-se borboleta, pelo imensidão das ruas repletas de automóveis estagnados pela falta de caminhos.Como transpor a camada de poeira, mesclada ao suor e cansaço, respirando livremente a experiencia da entrega a própria historia?Rica em suas nuances de vielas impares e vales abandonados.Como ouvir a melodia da canção de todos os dias sem ao menos exercitar a expressão para uma possibilidade mais sensível? No mergulho as margens das máscaras, o social desvia seu rumo, nos distanciando cada vez mais da poesia adormecida.Somos muitos e somos silencio na ousadia de um dia sermos de novo o que ainda não fomos.Adormece no amanhecer das possibilidades finitas e encara a sutileza de tocar o céu alem do olhar.No sem fim das estorias sem começo e das corridas sem largadas.E pelo intervalo da impossibilidade palpável sentir-se meio alem da linguagem, tocando o outro na premissa de não ser perfeito, mas na utopia precisa de entender-se livre.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Encontros
"A vida é a arte do encontro,
embora haja tantos desencontros pela vida."
Vinicius de Moraes
"A ousadia de se permitir encontrar é a ousadia de
se permitir viver.Entrar em sintonia com nossa
própria essência e aspirações profundas nos coloca
na condição de agente de nosso tempo, artesão de
nosso espaço.O encontro se dá em todas as
instancias de nossa vivencia, creio que ele seja o
responsável pela nossa verdadeira aprendizagem, nas
reinvenções diárias diante do novo , diante do
outro, diante de nos mesmo. Na busca pelo movimento
do vir a ser, saímos da comodidade do "eu sei" para coragem do
"eu vou", com a certeza de nunca estarmos
suficientemente preparados.O conhecimento é
fluido e a linguagem nos garante a certeza da
existência compartilhada no caos
incompressível em sua totalidade.A arte do teatro
nos impulsiona ao encontro, estabelecendo pela entrega a veracidade da
comunicação viva, sempre outra sempre a mesma, numa
aquarela de cores intermináveis.A vida latente nesse momento nos preenche trazendo a alegria de uma criança.O encontro acontece, a vida renasce,e o palco sorri...definitivamente não somos mais os mesmos."
embora haja tantos desencontros pela vida."
Vinicius de Moraes
"A ousadia de se permitir encontrar é a ousadia de
se permitir viver.Entrar em sintonia com nossa
própria essência e aspirações profundas nos coloca
na condição de agente de nosso tempo, artesão de
nosso espaço.O encontro se dá em todas as
instancias de nossa vivencia, creio que ele seja o
responsável pela nossa verdadeira aprendizagem, nas
reinvenções diárias diante do novo , diante do
outro, diante de nos mesmo. Na busca pelo movimento
do vir a ser, saímos da comodidade do "eu sei" para coragem do
"eu vou", com a certeza de nunca estarmos
suficientemente preparados.O conhecimento é
fluido e a linguagem nos garante a certeza da
existência compartilhada no caos
incompressível em sua totalidade.A arte do teatro
nos impulsiona ao encontro, estabelecendo pela entrega a veracidade da
comunicação viva, sempre outra sempre a mesma, numa
aquarela de cores intermináveis.A vida latente nesse momento nos preenche trazendo a alegria de uma criança.O encontro acontece, a vida renasce,e o palco sorri...definitivamente não somos mais os mesmos."
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Relação
Só existimos na relação. Seja na relação com o mundo. Seja
na relação entre o mim e o eu, diante dos sinuosos caminhos do nós.Silenciosos em
sua potência particular. Ficamos exatamente ali, na fina membrana do mediar,
ora consigo ,ora com os outros.Deveríamos ficar sempre em estado de prontidão,
para que cada possibilidade de contato despertasse o nosso constante vir a ser,
ávido por movimento e verdade.Aos atores a possibilidade de fazer do renascer
cotidiano seu ofício.Desconstruindo e construindo pontes entre personagens
próximos e longínquos.Na ousadia de se constituir sempre outro,sempre o mesmo,
num espiral consentido pela arte de existir diante da fé em sua atuação,exercitando a vida em seu estado latente.Mas nas margens do
lúdico, na extensão do real, no cotidiano prático de nossas estórias, ao
permitirmos a renovação, vislumbramos horizontes além de nossos passos, tocando
a eternidade e por alguns instantes não nos encontrando mais sozinhos.Nesse
momento o milagre do encontro nos contempla como uma dádiva ou uma maldição.Não
somos mais os mesmos e nunca mais seremos.Somos infinitos ainda adormecidos no
leito do sentir.Da vida a ousadia da morte.Do medo a certeza do fim.Ambos
encerrados num recorte preciso de escolha.Regido por nosso vetor identidade, atemporal e
desconhecido em sua plenitude, mas representado por sua grandeza ação.Das
lembranças, a memória ocupa a constituição do tempo e a existência segue se
reinventando a medida que nunca deixemos de caminhar.
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