domingo, 4 de junho de 2017
A dor maior é abandonar esse momento de vida em estado bruto. Deixar fluir esse agora de euforia exposta, mesmo que o caos cotidiano continue a nos desafiar. Lá fora as coisas continuam como sempre...mas aqui, o mundo vibra potência de reinvenção, criação no espaço,expandindo alma que não se cala, voz que sintonizada na profusão do nós, movimenta águas profundas do sentir vivo. Transpondo lugares e atingindo o que ainda esta por vir . Pois não tenho duvida,virá. No tempo preciso de momento, que aceita a realidade como construção de sonho,cor e ar que se envereda pelos caminhos do infinito. Que encara o acordar de alegria no chão do encontro como milagre de fé. Que se expande sem culpa na descoberta de ser sempre outro e sempre o mesmo no jogo do tempo. E se encanta e se experimenta e compartilha na estrada que artesanalmente construímos ao som da música de nossas vidas. Inteiro na plenitude da falta que move,mãos a tocarem o céu na aridez da verdade. Vida de viver. Vida de feijão, arroz e poesia.
domingo, 28 de maio de 2017
Encontro
O encontro é no tempo do infinito.
Na certeza dos pés fincados no chão livre do ser.
Alegria.Potência poética de ser vida,
que rabisca céu de cores do nós,
despido de tudo que pesa.
Na construção de ser inteiro.
Na certeza de ser busca.
Na leveza de ser pleno.
E é muito.
É sol que aquece os rostos nas expressões de comunhão.
É som que acalma a alma na inquietude das questões.
É o ar que expande o peito na vontade de se libertar.
É felicidade ao acordar.
É vida que quero pra mim.
Seguimos,
Respirando o ar compartilhado de um horizonte que se expande a medida que nossos medos se apequenam frente ao nosso caminhar.
E nosso caminhar não é sozinho,não.
Olha pra mim,me da sua mão.
Estende o corpo na medida que olhemos pro mundo e ocupamos nosso espaço.
Espaço de eu feito de nós, mesclados a utopia de gerar afetos.
Espaço de fluidez que atravessa a alma e reinventa na ciranda de roda.
Dança junto a canção da vida.
Adormece nos bracos que reconhece seus.
E sonha acordado.
domingo, 14 de maio de 2017
O professor burocrata tem o corpo cansado e a voz rouca.O professor burocrata se emociona com Freire, mas grita por silencio.O professor burocrata sonha em transformar o mundo, mas por hj,deseja o fim da aula.O professor burocrata tem a carga horária de um operário.O professor burocrata se sensibiliza com a historia de cada aluno, mas não tem a change de conhece-la.O professor burocrata bate ponto todo dia e o relógio guia seu ritmo.O professor burocrata não precisa se reinventar.O professor burocrata tem o coração cheio de sonhos mas a alma embrutecida.O professor burocrata ainda quer dar aulas com qualidade.O professor burocrata trabalha 8 horas por dia 5 dias por semana.O professor burocrata sonha em um dia realizar o planejamento.O professor burocrata aprendeu duramente a não fazer além.O professor burocrata sonha com uma sala de 15 alunos.O professor burocrata se culpa por erros que sabe que não são dele. O professor burocrata não vai ao cinema,biblioteca,museu ou teatro durante a semana.O professor burocrata se acha um idiota quando se vira e dá um jeitinho.O professor burocrata aprende a falar mal do sistema.O professor burocrata apanha sem saber de onde vem o tapa.O professor burocrata é idealista.O professor burocrata ainda se emociona com seus alunos. O professor burocrata aprende a se proteger .O professor burocrata se esforça para mover montes mas só consegue o balançar de poucas penas. O professor burocrata não precisa dar uma aula com eficiência.O professor burocrata tem saúde frágil.O professor burocrata trabalha simultaneamente com aproximadamente 40 alunos.O professor burocrata não tem permissão pra estudar.O professor burocrata ignora seus rins.O professor burocrata chora sem utopia.O professor burocrata acredita na escola viva, mas luta,todos os dias, em uma escola morta.
Não,não quero falar de escolhas.Não.Essas são na maioria das vezes guiada pela razão. Essas são pautadas pelo medo da dor.Essas são guiadas pela aprovação do senso comum por mais que vc venda a imagem que caga pra td isso .Essa esta inserida num contexto plural de barulho e impessoalidade. Na verdade, escolhas tem na maioria das vezes o espaço necessário para serem construídas por forcas de diversos vetores,mas não necessariamente o da vontade.A vontade não, essa vem antes,a vontade é pré escolha,a vontade é pré razão, ela habita o lugar que antecede a difícil tarefa de matar algo para que nasça outra coisa,na árdua tarefa precisa de escolher.A vontade é descontrole,é a vida selvagem no corpo dócil,é o coro da polis do nosso eu,é o sensível pulsante da presenca, é o inesperado,é o mistério de ainda surprender se diante da existência,é o encontro, é o eu que se curva diante do nós, é a vida em seu estado bruto.Somos educados a não escutar nossas vozes,a não enxergar alem do campo de visão permitido e a não tocar no espaço vazio da criação. Nossas vidas se limitam a uma gama de escolhas pré fabricadas que não dão conta do fluxo de nossas vontades. Sobrevivemos em construções alicerciadas no imaginário de um tempo intolerante e rígido,indiferente a fragilidade e expansão humana. O sobreviver compromete o respirar,e as resistências pelo caminho da verdade se fortalecem.Seguimos afetando e sendo afetado pelo mundo que não tem espaço para a vida.
sábado, 29 de abril de 2017
(Foto: Jovem abraça policial na manifestação de ontem, 28 de abril, na ALERJ)
ACORDA BRASIL!!!!!
É!!!!
Pois é,o que nos une é maior do que o que nos separa, sim .Mas pra isso é preciso um pouco de pensamento crítico e principalmente amor ao próximo.Sem ser piegas.Isso é o básico.Que estamos em tempos sombrios numa ditadura estruturada na nebulosa manipulação midiática,mais tosca que papai noel de shopping,não da pra negar,mas curiosamente mantém em rédeas curtas e visão obtusa trabalhadores que serão destruídos com essa nova politica sem ética e compromisso como vc,cidadão de bem! Com vc que cumpre suas obrigações. Alias esse é o principal problema.Fomos adestrados a obedecer,mas o que precisamos nesse momento para nossa sobrevivência é lutar.Lutar não significa ir para a praça de guerra que se tornou a Cinelândia. LUTAR É SE POSICIONAR NO DIA A DIA.Se vc estiver disposto a ir pras ruas,excelente, esse seria o melhor dos mundos Mas se não, meu caro,se esforce um pouco pra exercitar seu pensamento crítico e não ficar reproduzindo asneiras manipuladoras de uma mídia que não tem nenhum,eu falei NENHUM COMPROMISSO COM VC. Entenda noções básicas de localização. Onde estou,pra onde vou.E entenda principalmente que sua inação já é uma ação para o jogo político. Não tem essa de faço o meu e que se dane o mundo. Vc esta inserido nesse mundo, cara pálida.E vai ser afetado por ele sim!!!A escolha do PM em ser agressivo,covarde e injusto vai alem do "estou cumprindo meu dever".Ele também é vitima,mas nesses momentos prefere guardar sua condição e dizer,estou limpando a cidade dos vagabundos. Infelizmente na visão dessa corja golpista,é necessário nos desqualificarem como vagabundos,vagabundas e vagabundinhos.O idoso da manifestação, que contribuiu a vida inteira com trabalho é vagabundo,a criança que esta tendo seu futuro roubado é vagabunda, o professor que cuida e forma seu filho é vagabundo,os estudantes conscientes são vagabundos.E certamente em algum momento que vc nao mais servir a manutençao dessa ordem abominável. Não tenha duvida,vc também sera classificado como VAGABUNDO. Alias que falta de criatividade. Somos tudo, menos cidadãos.Nossos poucos direitos são subtraídos todos os dias e continuamos calados, a margem da nossa própria vida furtada.Mas os temporários homens de bem, seguem dizendo:-vagabundos! E isso inclui o policial,isso inclui o jornalista, isso inclui o gari que reclama da sujeira da cidade pós manifestação,isso inclui a sua vizinha que não conseguiu ir a uma consulta medica ontem, isso inclui trabalhadores oprimidos como vc. De uma vez por todas,é preciso entender q pra sobreviver é necessário fazer alem de cumprir seu papel, bem vindo a realidade golpista,bem vindo a economia neoliberal, bem vindo aos tempos sombrios.E ai quando vcs decidirão se tornar Vagabundos?Espero que não seja tarde.
Pois é,o que nos une é maior do que o que nos separa, sim .Mas pra isso é preciso um pouco de pensamento crítico e principalmente amor ao próximo.Sem ser piegas.Isso é o básico.Que estamos em tempos sombrios numa ditadura estruturada na nebulosa manipulação midiática,mais tosca que papai noel de shopping,não da pra negar,mas curiosamente mantém em rédeas curtas e visão obtusa trabalhadores que serão destruídos com essa nova politica sem ética e compromisso como vc,cidadão de bem! Com vc que cumpre suas obrigações. Alias esse é o principal problema.Fomos adestrados a obedecer,mas o que precisamos nesse momento para nossa sobrevivência é lutar.Lutar não significa ir para a praça de guerra que se tornou a Cinelândia. LUTAR É SE POSICIONAR NO DIA A DIA.Se vc estiver disposto a ir pras ruas,excelente, esse seria o melhor dos mundos Mas se não, meu caro,se esforce um pouco pra exercitar seu pensamento crítico e não ficar reproduzindo asneiras manipuladoras de uma mídia que não tem nenhum,eu falei NENHUM COMPROMISSO COM VC. Entenda noções básicas de localização. Onde estou,pra onde vou.E entenda principalmente que sua inação já é uma ação para o jogo político. Não tem essa de faço o meu e que se dane o mundo. Vc esta inserido nesse mundo, cara pálida.E vai ser afetado por ele sim!!!A escolha do PM em ser agressivo,covarde e injusto vai alem do "estou cumprindo meu dever".Ele também é vitima,mas nesses momentos prefere guardar sua condição e dizer,estou limpando a cidade dos vagabundos. Infelizmente na visão dessa corja golpista,é necessário nos desqualificarem como vagabundos,vagabundas e vagabundinhos.O idoso da manifestação, que contribuiu a vida inteira com trabalho é vagabundo,a criança que esta tendo seu futuro roubado é vagabunda, o professor que cuida e forma seu filho é vagabundo,os estudantes conscientes são vagabundos.E certamente em algum momento que vc nao mais servir a manutençao dessa ordem abominável. Não tenha duvida,vc também sera classificado como VAGABUNDO. Alias que falta de criatividade. Somos tudo, menos cidadãos.Nossos poucos direitos são subtraídos todos os dias e continuamos calados, a margem da nossa própria vida furtada.Mas os temporários homens de bem, seguem dizendo:-vagabundos! E isso inclui o policial,isso inclui o jornalista, isso inclui o gari que reclama da sujeira da cidade pós manifestação,isso inclui a sua vizinha que não conseguiu ir a uma consulta medica ontem, isso inclui trabalhadores oprimidos como vc. De uma vez por todas,é preciso entender q pra sobreviver é necessário fazer alem de cumprir seu papel, bem vindo a realidade golpista,bem vindo a economia neoliberal, bem vindo aos tempos sombrios.E ai quando vcs decidirão se tornar Vagabundos?Espero que não seja tarde.
terça-feira, 18 de abril de 2017
E durante um diálogo com minha filha sobre a páscoa, algumas questões vieram a tona e é inevitável repensar sua representação nos dias atuais...Primeiro me vem a questão do sacrifício, a questão da consciência de sacrificar-se por algo ou alguém...isso me soa totalmente anti pós-moderno, não há tempo para aprofundar relações qt mais sacrificar-se por alguém...mas ate onde o não sacrificar nos coloca num território do sacrifício da superfície, onde não mergulhamos em algo vivo e continuamos na imagem destocida de nós,presos no limbo do não viver?
O sacrifício aqui não seria o de ferir-se ou permitir alguma agressão, mas o de deixar o outro te afetar a ponto de doar e receber, a ponto de trocar,e se perder e se achar, de conviver verdadeiramente.Mas a ideologia neoliberal nos coloca na condição de indivíduos competitivos e solitários, o sacrifício diário é sobreviver diante da ameaça do outro ,que nos assombra diante da possível tomada de um lugar que sequer um dia foi nosso, que nos machuca ao olhar mais para o que nos distancia do que para o que nos une, que não se permite fragilizar, que se fortalece pelo olhar do outro para algo que nem mesmo ousou experimentar mas que mostra insistentemente em narrativas vazias de si.
Infelizmente estamos muito distantes do amor a humanidade, pois estamos distante da humanidade, da humanidade que ousa tocar o sensível e não se embrutece diante do sobreviver solitário.O sobreviver jamais poderia ser solitário, ó sobreviver é conjunto, o sobreviver é coletivo.Vivemos numa era do sobreviver solitário, pessoas morrem ao nosso lado e comemoramos sem nos afetar com a dor alheia,alias, a dor alheia não nos sensibiliza em nada, so nos liga um alerta, para nos proteger da situação que aflige o outro.
Ate qd essa estrutura cristalizada será o natural diante das coisas mais simples e comuns, até quando o outro será a ameaça , até qd as estruturas seguirão inquestionáveis no cotidiano de desafeto e solidão?Até quando a cegueira social seguirá incólume a dor de uma humanidade que se anestesia da verdade e da vida?
Por que o amor a humanidade é um exercício do pensar e do fazer,a prática do amor é uma construção coletiva, cotidiana e histórica.O sentir é uma urgência para o infinito do ser.Pelas brechas do hoje, como viveremos o amor de Cristo verdadeiramente em nossas vidas?
Feliz Pascoa
O sacrifício aqui não seria o de ferir-se ou permitir alguma agressão, mas o de deixar o outro te afetar a ponto de doar e receber, a ponto de trocar,e se perder e se achar, de conviver verdadeiramente.Mas a ideologia neoliberal nos coloca na condição de indivíduos competitivos e solitários, o sacrifício diário é sobreviver diante da ameaça do outro ,que nos assombra diante da possível tomada de um lugar que sequer um dia foi nosso, que nos machuca ao olhar mais para o que nos distancia do que para o que nos une, que não se permite fragilizar, que se fortalece pelo olhar do outro para algo que nem mesmo ousou experimentar mas que mostra insistentemente em narrativas vazias de si.
Infelizmente estamos muito distantes do amor a humanidade, pois estamos distante da humanidade, da humanidade que ousa tocar o sensível e não se embrutece diante do sobreviver solitário.O sobreviver jamais poderia ser solitário, ó sobreviver é conjunto, o sobreviver é coletivo.Vivemos numa era do sobreviver solitário, pessoas morrem ao nosso lado e comemoramos sem nos afetar com a dor alheia,alias, a dor alheia não nos sensibiliza em nada, so nos liga um alerta, para nos proteger da situação que aflige o outro.
Ate qd essa estrutura cristalizada será o natural diante das coisas mais simples e comuns, até quando o outro será a ameaça , até qd as estruturas seguirão inquestionáveis no cotidiano de desafeto e solidão?Até quando a cegueira social seguirá incólume a dor de uma humanidade que se anestesia da verdade e da vida?
Por que o amor a humanidade é um exercício do pensar e do fazer,a prática do amor é uma construção coletiva, cotidiana e histórica.O sentir é uma urgência para o infinito do ser.Pelas brechas do hoje, como viveremos o amor de Cristo verdadeiramente em nossas vidas?
Feliz Pascoa
sábado, 8 de abril de 2017
O estado do não vivido, alimenta o infinito segundo preso nas memorias estendidas de sempre. O tempo da percepção esmiuçado em desdobramentos da eternidade a margem de nós mesmos.Somos outros no cotidiano que se encerra na crueldade embrutecida de se ocupar do real.Mas o que é o real senão a construção cotidiana de ar, rarefeito de musica e vida? O real se estica na tentativa de alcançar o estado bruto do sentir.E sente, sente a dura realidade de ser o que se pode.A utopia invade o momento e ao tocar o chão de intuir o horizonte largo de viver, entende a realidade esfuziante de ser encontro.Somos encontro e a sua continuidade nos caminhos distantes do reviver. sonho que não envelhece.
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